Ciclo Santiago: Cooperação digital com o Chile traz boas perspectivas para startups brasileiras

Diplomata Leandro Rocha de Araújo – Chefe do setor de tecnologia e inovação da Embaixada do Brasil em Santiago

Há um ano e cinco meses como chefe do setor de tecnologia e inovação da Embaixada do Brasil em Santiago, o diplomata Leandro Rocha de Araújo tem a responsabilidade de fazer a ponte entre os dois países e a interlocução com possíveis parceiros para facilitar a internacionalização de negócios inovadores brasileiros no ecossistema chileno. Seu trabalho consiste, assim, em apoiar as empresas brasileiras com informações e contatos, além de buscar oportunidades estratégicas para seu estabelecimento no país.

Com a mudança de governo no Chile – o presidente eleito Gabriel Boric, de apenas 35 anos, tomou posse no último dia 11 de março – é comum que haja dúvidas sobre os rumos que o país decidirá tomar. No entanto, o diplomata afirma que o Chile tem uma situação institucional muito sólida e seu investimento em inovação tecnológica deve permanecer aquecido. “O consumidor chileno tem muito interesse em desenvolvimento tecnológico e isso se reflete em um ambiente aberto de inovação, independentemente da alternância do poder.”

Além disso, ele afirma que o Brasil e o Chile têm um ótimo histórico de relação bilateral e que isso não deve mudar. “Em maio do ano passado, ingressamos no projeto do Cabo Humbolt, uma iniciativa chilena para um cabo de fibra ótica para transmissão de dados que vai ligar a América do Sul à Oceania e à Ásia”, comenta Leandro, como um exemplo de cooperação internacional que promete gerar frutos positivos.

Entre marcos importantes que demonstram essa boa relação, Leandro afirma que tudo pode ser construído a partir do Memorando de Entendimento entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Chile sobre Cooperação na Área de Telecomunicações e Economia Digital. O documento está disponível para consulta e permite iniciativas relevantes para o aprimoramento das trocas entre os dois países, como o acordo de livre comércio que entrou em vigor este ano. 

Fazendo parte da equipe de avaliadores das startups inscritas para o Ciclo Santiago 2022 do StartOut Brasil, Leandro comenta que ficou muito impressionado com a qualidade dos projetos que estão participando do programa. “Não só eu achei os participantes muito qualificados e com boas ideias, meus contatos do Startup ChileInvest Chile também se interessaram bastante pelas soluções e querem trazê-las para cá. Apesar do segmento de fintechs ser bem desenvolvido na região, qualquer solução para questões urgentes pode encontrar seu espaço no ecossistema chileno”, finaliza o diplomata. 

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