O ecossistema de Lisboa

Os empreendedores selecionados para participar do Ciclo Lisboa 2021 do StartOut Brasil seguem aprendendo todos os detalhes de como alcançar o sucesso na capital portuguesa. Durante o webinar que ocorreu na imersão sobre o ecossistema de Lisboa, os participantes puderam participar de um bate-papo com dois especialistas sobre o assunto: Nuno Moreno, membership manager da Startup Lisboa e André Forte, communications and community manager da Startup Portugal. 

A Startup Lisboa e a Startup Portugal são incubadoras públicas e parceiros conquistados pela Apex-Brasil para somar à missão com palestras e atividades. Eles são importantes contatos para empresas que têm planos de se internacionalizar para Portugal, tendo em vista que eles têm conhecimentos sobre políticas de incentivos e características econômicas do país. 

Valorização da diversidade 

André Forte inicia sua apresentação com a comunicação e já introduz a importância de ser fluente em inglês quando se faz negócios em Portugal. “Nosso ecossistema é muito diverso, temos empreendedores do mundo inteiro e nossa linguagem acaba sendo muito online, jovem e proativa”, diz. 

Mas a diversidade não está somente presente etnicamente. Nuno Moreno diz que a Startup Lisboa toma muito cuidado em ter um grupo de mentores o mais diverso possível: “escolhemos homens e mulheres, alguns mais novos e outros mais experientes, seja no capital de investimento ou a nível de empresas maiores presentes há mais tempo no país”. Segundo o profissional, esta iniciativa permite não só melhorar a qualidade das mentorias, mas também fortalecer a relação da incubadora com os empreendedores. 

Qualidade de vida e posição estratégica

“Somos o terceiro país mais seguro do mundo com uma cultura acolhedora a estrangeiros”, diz André, que não se lembra de andar à noite em Lisboa e não se sentir à vontade. 

O país também tem alcançado índices altos de vacinação e, de acordo com Nuno, tem aos poucos voltado a promover eventos presenciais. “Por enquanto, são todos ao ar livre, mas é importante que as pessoas possam conviver presencialmente, olhar nos olhos e fazer parte de uma comunidade”, conta.

“Comparado ao Brasil, Portugal é um grãozinho de arroz. Isso gera algumas vantagens, mas também algumas dificuldades”, pondera André. Segundo ele, em um país de somente dez milhões de habitantes, tornar-se um unicórnio não é uma tarefa fácil. “Por outro lado, as empresas que surgem aqui têm uma mentalidade de crescer internacionalmente muito maior pelo acesso fácil ao bloco europeu.” 

Infraestrutura

A infraestrutura de Portugal é muito elogiada, principalmente devido à rede de fibra óptica que abrange quase todo o território nacional. Mas Nuno Moreno trouxe outras contribuições interessantes ao tema, mais especificamente sobre novos empreendedores que buscam oportunidades no país. 

A Startup Lisboa oferece moradias a preços acessíveis a estes profissionais: a Casa Startup Lisboa fica a dois minutos do rio Tejo e ao lado da incubadora. Além disso, o profissional também conta sobre o Hub Criativo do Beato, um centro de inovação para startups que está sendo construído em um complexo de fábricas desativadas. 

O espaço era designado ao Exército Português, onde costumava-se fabricar farinhas, massas, pão, bolachas e outros alimentos da fileira dos cereais. Agora, seus 35 mil metros quadrados servirão para acolher mais de 3 mil pessoas de todo o mundo que querem produzir inovação, a par de uma ampla oferta de serviços e equipamentos de restauração, lazer e cultura, abertos a toda a cidade.

Iniciativas públicas

“Temos uma rede nacional de incubadoras, isto é, uma estratégia que surgiu para alimentar a Startup Portugal. Nela, permite-se não só a criação de comunidades empreendedoras, mas também a implementação de uma série de estratégias do governo de forma regional.” André explica que as incubadoras são a forma como essas iniciativas públicas entram em ação, e depois, trabalham para facilitar a entrada dos empreendedores nas comunidades. 

O contexto do tamanho de Portugal entra em pauta novamente quando Nuno fala sobre financiamento. “Obviamente não conseguimos competir com São Francisco, Frankfurt , Londres, nem com São Paulo. Mas as pessoas que vêm para Lisboa se sentem felizes e as apoiamos de forma direta, com investimentos, mas também de forma indireta, com nossas mentorias. Acreditamos que as pessoas são o fator mais relevante quando se trata de selecionar startups para contribuir ao nosso programa”, conclui.

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